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Canon EOS 5D mark III

A EOS 5D Mark III é uma DSLR com enquadramento total de 22,3 MP, AF de 61 pontos e disparo contínuo de 6 fps. Captura filmes Full HD de alta qualidade, com controlo manual de tudo, desde o intervalo de fotogramas ao áudio.

Características

  • Sensor de enquadramento total de 22,3 megapixels
  • AF de 61 pontos
  • Disparo contínuo de 6 fps
  • Sensibilidade ISO 100–25 600, extensível até ISO 102 400
  • Vídeo Full HD com controlo manual
  • Processador DIGIC 5+ de 14 bits
  • Protecção contra condições atmosféricas
  • Ecrã de 8,11 cm (3,2″) com 1 040 000 pontos
  • Modo HDR
Uma DSLR de enquadramento total, com capacidade para capturar imagens de 22 megapixels a 6 fps e filmes Full HD.

Sensor de enquadramento total de 22,3 megapixels
Capture imagens de alta qualidade, repletas de detalhe, com um sensor CMOS de 22,3 megapixels e processador de imagem DIGIC 5+. As cores são brilhantes, mas naturais, e os detalhes são preservados mesmo em áreas de sombras escuras e destaques claros.

Desempenho de alta qualidade, mesmo com pouca luz
A EOS 5D Mark III produz uma qualidade de imagem soberba, independentemente das condições de iluminação. Continue a fotografar manualmente, mesmo depois do pôr-do-sol, graças a um intervalo de sensibilidade ISO 100–25 600 (extensível até ISO 102 400).

Focagem automática de área ampla de 61 pontos
Foque de forma rápida e precisa, mesmo em motivos descentrados, com um sistema AF de área ampla de 61 pontos. 41 pontos de tipo cruzado (cinco dos quais do tipo cruz dupla extra sensíveis) asseguram um acompanhamento bastante preciso de objectos em movimento.

Disparos contínuos a alta velocidade
Acompanhe a acção a 6 fps, gravando até 16 270 imagens JPEG contínuas num cartão UDMA modo 7 numa única sequência de disparos.

Imagens de alta gama dinâmica (HDR)
Preserve os detalhes em áreas de realce ou sombra com a criação de imagens HDR na câmara.

Vídeo Full HD com controlo manual
Desfrute de vídeo Full HD de alta qualidade com resolução de 1080p. Utilize controlos manuais e a ampla gama de objectivas EF da Canon para alcançar efeitos visuais cinematográficos.

Som de grande qualidade
Dê à sua filmagem a banda sonora que merece. A EOS 5D Mark III grava som estéreo digital a 48 KHz e permite o controlo manual do nível de áudio. Uma tomada de microfone de 3,5 mm padrão permite a utilização de microfones de terceiros; uma tomada de auscultadores permite a monitorização de áudio durante a gravação.

Funções de edição na câmara
Inicie o seu fluxo de trabalho de edição digital antes de chegar a casa. Classifique as suas imagens numa escala de um a cinco e compare duas imagens simultaneamente no ecrã. Utilize o processamento Raw na câmara para explorar possibilidades criativas – como conversão para preto e branco e equilíbrio de brancos a posteriori.

Concebida para ir para todo o lado
Um chassis de magnésio fornece força e durabilidade, sem adicionar peso. A protecção contra condições atmosféricas oferece protecção contra o pó e a humidade.


Leica M9-P and f/0.95 Noctilux-M Hands On Preview

Via Scoop.itReviews and comparisons gear

Leica M9-P 18 megapixel full frame Digital Rangefinder and Leica f/0.95 Noctilux-M 50mm ASPH Hands On Preview.
Show original


Lensbaby.

Há alguns anos atrás, a Lensbaby original foi lembrada pelo seu conceito simples e divertido. Na verdade, a lente original Lensbaby é apresentada como bastante engraçada e muito diferente do habitual, com um tubo plástico macio e deformável.

As Lensbabies já estão disponíveis em vários formatos, Control FreakMuse, Scout e Composer  que incorporam o conceito de objectivo deformável e elástica, com algumas inovações.

O tubo plástico flexível permite que você fácilmente, com dois dedos, desloque a objectiva para qualquer lado. Não sómente você pode focar  mais perto ou mais longe  para fazer o foco, mas pode igualmente inclinar a lente do plano focal, para alterá-lo e assim criar áreas específicas bastante desfocadas.

O conceito

Quando se estreou há alguns anos, bastantes fotógrafos foram seduzidos pela Lensbaby com o seu conceito original e surpreendente. Com a Lensbaby, que são a antítese das características desejáveis de uma lente (dita) normal.

Aqui, não estamos a falar de nitidez, mas sim de imagens com um ponto de foco (nítido) e o restante da imagem bastante difusa e que cria em muitas das vezes o tão desejado efeito bokhe.  Todos os ajustes são manuais e até mesmo o grau de exposição não é automática.

Exemplos de fotos captadas com lensbabies

Para quem não tem uma noção exacta do que estas objectivas possam fazer, aqui ficam alguns exemplos que espelham todo o potencial criativo destas lentes.

 

Video review

(Nota: as imagens foram retiradas aleatóriamente da web e não violam a lei de privacidade de direitos de autor)


Diferenças entre objectivas Canon – EF e EF-S.

A diferença visual entre modelos EF (para sensor full frame) e EFS (para sensor APS-C, distância focal multiplicada por 1,6x), está na parte traseira da objetiva, o que as torna "incompatíveis" com determinados modelos de câmeras.

No caso, as EF-S da Canon têm uma tecnologia chamada de Short Back Focus, que aproveita o facto do espelho ser menor para criar objectivas mais compactas e/ou facilitar a construção das outras, tornando-as mais baratas.

Assim, as objectivas EF-S são o único caso de objectivas para sensores APS-C que não encaixam fisicamente em camaras que sejam fullframe.

Objectivas de outras marcas exclusivas para APS-C usam ainda assim a baioneta EF, o que significa que podem ser encaixadas em camaras fullframe, embora depois, sofram de vinhetagem e/ou perda acentuada de resolução nos cantos da imagem.

Quanto ao factor de multiplicação, isto é um dado da camara e não da objectiva. As distancias focais nunca mudam, o que varia é o campo de visão que a objectiva dá, em comparação ao que daria numa fullframe.

Por isto, o factor de multiplicação deve ser tido em conta quaisquer que sejam as objectivas usadas…


Canon anuncia objectiva EF-S 55-250 f/4-5.6 IS II

Londres, 13 jun 2011 – A Canon anuncia o lançamento da sua mais recente teleobjectiva de alta qualidade zoom. A nova EF-S 55-250mm f/4-5.6 IS II é uma lente compacta e acessível, oferecendo desempenho da teleobjectiva poderoso combinado com alta qualidade de imagem, tornando-a ideal para fotógrafos que querem aproximar-se da acção.

A versátil objectiva nova permite aos fotógrafos fotografar uma variedade de assuntos, devido à sua gama focal variável. É ideal para fotografar qualquer coisa, desde retratos de indivíduos a longa distância, como animais selvagens, desportos, ou mesmo recurso a paisagens – garantindo sempre o momento capturado com impressionantes detalhes.

A EF-S 55-250mm f/4-5.6 IS II estará disponível individualmente e também como parte de kits de lentes duplas, juntamente com o pacote recém-anunciado EF-S 18-55mm f/3.5-5.6 IS II em corpos da EOS 550D com , EOS 600DEOS 60D, proporcionando aos fotógrafos iniciantes um início fantástico para o seu sistema de fotografia.
Projcetado e fabricado para os padrões mais exigentes, a EF-S 55-250mm f/4-5.6 IS da Canon II reflecte a filosofia de design premium, com um design exterior e uma série de tecnologias premium para garantir a qualidade principal da imagem.

Canon quatro-stops,  Estabilizador de Imagem (IS) desfocagem da imagem com contadores durante a luz baixa e em filmagem, e a inclusão de um elemento Ultra-low de lente de dispersão (UD), e revestimentos  Canon Super Spectra também garantem maravilhosamente um nítido contraste, alta resolução de imagens sem brilhos indesejáveis . A última objectiva EF-S adicionada à gama da Canon, é ideal para fotógrafos que procuram uma lente acessível e versátil para o objectivo geral de fotografia telefoto.

A nova EF-S 55-250mm f/4-5.6 IS II estará disponível a partir de Julho de 2011.

Link oficial.


EVIL – Nova categoria de câmeras fotográficas.

O mercado das câmeras digitais tem dois lados bastante distintos. Enquanto profissionais e amadores avançados procuram as dSLR (digital Single Lens Reflex – Reflex digitais de lente única), com milhares de lentes diferentes, sensores enormes e controles avançados, as pessoas que só querem um meio de registar seus momentos especiais procuram as compactas: simples de usar, muitas funções, leves e portáteis.

Num paralelo com o mundo dos computadores, de um lado você tem os super equipamentos – desktops poderosos, com componentes de altíssima performance – ocupando o espaço que, na fotografia, pertence às dSLR. No outro lado reverso estão os netbooks – tecnologia avançada voltada principalmente à portabilidade, mesmo que isso diminua a capacidade total – equivalentes às câmeras compactas.

As câmeras EVIL (Electronic Viewfinder, Interchangeable Lens – visor eletrónico e lentes intercambiáveis) pretendem ocupar – nessa comparação – o espaço de notebooks. Mais poderosos que netbooks e bastante portáteis, porém sem a mesma capacidade dos desktops.

Qual o nome?

Além do acrónimo EVIL, algumas pessoas referem-nas como MIL (Mirrorless Interchangeable Lens – lentes intercambiáveis sem espelho), mencionando uma das principais diferenças em relação às dSLR, que usam um espelho em frente ao sensor para direcionar a imagem até ao visor.

As câmeras EVIL da Sony, anunciadas na PMA 2010

Compacta, mas quase profissional

A fotografia digital entrou no gosto dos consumidores muito antes de chegar ao meio profissional. A qualidade das imagens – nos seus primórdios – era péssima, e levou vários anos até conseguir equiparar-se ao resultado obtido em filme. Desde que isso aconteceu, entretanto, as diferenças entre uma câmera profissional e uma amadora eram claras: sensor grande e troca de lentes.

Mesmo câmeras com 6 ou 8 Megapixels e um sensor grande produzem imagens de mais qualidade que compactas de 10 ou 12 MP.

Sigma DP1

Com isso em mente, em 2007 a Sigma lançou a DP1, primeira câmera compacta utilizando exatamente a mesma tecnologia de uma dSLR (no caso, a Sigma SD14). Processadores, sensor e software eram os mesmos nas duas câmeras, mas a DP1 ainda não podia ser considerada uma câmera EVIL, pois não permitia a troca de lentes.

Um pouco antes, em 2006, diversas empresas reuniram-se em consórcio para a criação de um novo sistema de lentes e câmeras – o sistema Four-Thirds ou 4/3 – que ainda utilizava o espelho característico das câmeras Reflex.

Olympus, Panasonic, Kodak e vários fabricantes menores do mercado de fotografia digital comprometeram-se com o formato e lançaram câmeras e lentes para ele. A grande diferença das câmeras 4/3 para dSLRs comuns era seu tamanho menor – tanto em termos de câmera bem como de sensor.

Micro 4/3

Olympus EP-1Em 2009 o consórcio responsável pelo formato 4/3 resolve inovar e, utilizando vários conceitos comuns em câmeras compactas – como a ausência de espelho e a utilização de uma ecrã LCD para a composição da imagem – lança o padrão Micro 4/3, explicado em detalhe aqui.

Com rigor, pode-se considerar as câmeras Micro 4/3 como as primeiras da categoria EVIL, já que apresentam todas as características consideradas marcantes desse tipo de câmera. Porém o nome e a própria menção de “categoria” só aparece em 2010.

Novidades “Made in Asia”

Samsung NX10Apesar de quase desconhecida, uma câmera pode ser considerada precursora de todo o buzz em torno das câmeras EVIL hoje. No final de 2009, a coreana Samsung apresentava a NX10, com sensor APS-C de 15.1 Megapixels e baioneta NX para lentes específicas. Até agora apenas três lentes acompanham a NX10: 30mm fixa e as zoom 18-55mm e 50-200mm.

Em janeiro de 2010 a Sony anunciou o projeto de câmeras conceito, com corpo menor que uma dSLR, mas usando o sensor de tamanho APS-C – o mesmo que na maioria das câmeras profissionais.

A empresa é uma das maiores fabricantes no mercado da fotografia digital, produzindo sensores de diversos tamanhos, câmeras compactas variadas e também lentes e câmeras dSLR da série Alfa.

Como o padrão Micro 4/3 – devido principalmente ao alto custo dos equipamentos – nunca teve grande expressão no mercado, a aposta da Sony e da Samsung seria o de ocupar ocupar um nicho práticamente inexplorado.

Apelos variados

Samsung NX10Em termos de mercado, as câmeras EVIL oferecem um benefícios para todo tipo de consumidores. Para o profissional e para os amadores avançados os novos modelos oferecem qualidade de imagem e recursos existentes em câmeras dSLR, mas mais portáteis e práticos. Ainda que não sejam utilizadas no dia a dia do trabalho fotográfico, as EVIL tornam-se uma opção muito válida para as fotos sem compromisso comercial, graças à sua portabilidade.

Aos amadores a oferta é semelhante, porém vista de um outro ângulo. Com este equipamento não é necessário abrir mão da prática e do conforto do uso de uma câmera compacta para se obter mais opções e versatilidade.

Como o mercado começa a reconhecer o espaço vazio que existia entre as câmeras atualmente disponíveis, e com a entrada de concorrentes de peso como a Sony, pode-se também esperar preços mais competitivos, além do desenvolvimento da tecnologia.

Canon e Nikon

Quando se fala em câmera fotográfica, é difícil imaginar que algo surgiu sem influência dos principais fabricantes. Apesar de existirem rumores – principalmente sobre a Nikon – de câmeras EVIL da dupla dinâmica da imagem, existem considerações a fazer.

Ambos os fabricantes têm uma longa história no mercado fotográfico – desde o tempo dos filmes essas são as marcas dominantes – e o lançamento de um equipamento compacto exigirá um investimento muito grande em tecnologia.

dSLR Canon EOS 5D MkII           dSLR Nikon D90

Também deve ser levado em conta o histórico de seus utilizadores, já que muita gente investiu dinheiro em lentes e equipamentos dSLR das duas marcas. Devido às diferenças de construção entre uma dSLR e uma câmera EVIL, é praticamente impossível acreditar que exista compatibilidade entre as lentes atuais e possíveis câmeras sem espelho desses fabricantes.

Compacta Canon Powershot G11Outro problema que pode desestimular os grandes fabricantes a entrar na competição é a necessidade de – uma vez lançada a linha EVIL – manter não só a produção de câmeras dSLR e compactas.

Um terceiro conjunto de equipamentos, que graças à sua engenharia não deve compartilhar acessórios com nenhuma das linhas já existentes, deve ser projetado. O custo operacional de uma jogada como essa pode ser crítico, e o risco é muito alto.

Confirmação absoluta no mercado?

Tudo indica que este mercado de câmeras veio para ficar e prosperar. Tanto para o fotógrafo amador como para o pofissional.

Os peços são atractivos e a gama de oferta não pára de aumentar por parte dos fabricantes.

Deixo um comparativo ente duas câmera quase em tudo semelhantes.


O que é o sistema micro quatro terços?

Quando a fotografia digital foi desenvolvida, a maioria dos grandes fabricantes apressou-se em adaptar equipamentos à nova tecnologia. Mesmo com essa corrida, as câmeras e lentes de hoje ainda são construídas de forma muito semelhante aos equipamentos da era analógica. Tanto isso é verdade que diversos fabricantes ainda utilizam peças com as mesmas marcas dos tempos do filme, principalmente em termos de lentes.

Os quatro terços

Como toda adaptação, vários recursos possíveis com a tecnologia digital não são completamente explorados nos equipamentos derivados diretamente da tecnologia analógica, sem contar o grande número de peças hoje desnecessárias para o funcionamento e que continuam nas câmeras “porque sempre estiveram lá”. Casos clássicos desse fenómeno são o espelho móvel e o visor pentaprismático das dSLR (digital Single Lens Reflex – Reflex digital de lente única).

Recorte de uma dSLR mostrando espelhos, prismas e demais componentes

Assim como o conjunto de espelho e visor, a própria maneira de fabricar lentes continua baseada principalmente no filme. Porém o sensor das câmeras digitais – seja ele CCD, CMOS ou qualquer outro – tem propriedades bastante diferentes da película analógica. Em virtude disso uma lente otimizada para projetar imagens num substrato químico normalmente não desempenha o seu papel com tanta qualidade no sensor eletrónico.

A proposta da iniciativa Four Thirds (Quatro Terços) é exatamente esta: criar equipamentos fotográficos levando em conta unicamente as necessidades do sensor digital, para aproveitar melhor a qualidade da imagem obtida por este processo. Através de adaptações em diversas características das lentes e câmeras, o projeto inicialmente ainda contava com alguns resquícios das câmeras SLR analógicas – principalmente o conjunto espelho-visor que as caracteriza como câmeras Reflex. Ainda assim, as câmeras 4/3 já eram bem menores e mais compactas que as dSLR de outras tecnologias.

Sensor Micro 4/3O nome do formato  deve-se ao tamanho do sensor utilizado nessas câmeras, que foi projetado para equilibrar qualidade de imagem e tamanho compacto, que tem as mesmas dimensõpes de uma foto 3 x 4 cm . A grande comparação, na verdade, é a diagonal útil (onde a imagem é projetada), que no formato 4/3 equivale a aproximadamente metade da diagonal útil do filme de 35mm. Com isso, para uma lente exibir um ângulo de visão equivalente, no formato 4/3, ela precisa de apenas metade do comprimento de uma lente construída com o filme 35mm como padrão.

Cada vez menor

Micro Four Thirds logoApesar de o padrão 4/3 já apresentar avanços significativos sobre as dSLR, ainda trabalha com uma boa parcela de tecnologia arcaica. Para compactar ainda mais as câmeras, e diminuir o peso das lentes ao mesmo tempo, a iniciativa que desenvolveu o padrão 4/3 projetou um novo formato, baseado na mesma filosofia de adaptação completa ao ambiente digital. Retirando partes desnecessárias, e refinando tecnologias encontradas em câmeras amadoras, chegou-se então ao formato Micro 4/3 que você começa a entender melhor a partir de agora.

Vantagens e desvantagens

Compacta  Micro 4/3 dSLR profissional

Como as câmeras Micro 4/3 se colocam no mercado entre as poderosas dSLR e as práticas compactas, as comparações devem sempre levar em conta ambas as concorrentes. Enquanto em alguns tópicos a vantagem é clara para compactas ou dSLR, a combinação de características das Micro 4/3 permite dizer com certa segurança que, para o entusiasta da fotografia, essas câmeras são uma excelente opção.

Micro só no tamanho

Apesar de o tamanho do sensor 4/3 ser menor do que os sensores APS (Advanced Photo System – Sistema Avançado de Fotografia) ou FF (Full Frame – Sensor Completo), a qualidade da imagem oferecida por eles é equivalente – e dependendo da ótica envolvida, até melhor – à obtida com as câmeras maiores. Isso deve-se à maneira como o conjunto sensor – lente é projetado. Nas câmeras Micro 4/3 a luz sempre chega ao sensor orientada perpendicularmente ao pixel, o que não ocorre nas câmeras dSLR.

Comparação de tamanho dos sensores de compactas, 4/3, APS e FF

Mas o tamanho reduzido do padrão Micro 4/3 também traz dificuldades. Por causa de suas dimensões reduzidas, a variação de profundidade de campo conseguida nessas câmeras também é menor. Com isso, aquele belo efeito de fundo desfocado – muito comum em retratos – é menos visível nas câmeras Micro 4/3, ainda que muito mais nítido do que em câmeras compactas.

Lentes intercambiáveis

A maior vantagem do padrão Micro 4/3 sobre as compactas amadoras é a possibilidade de trocar de lentes dependendo da situação. Durante muito tempo essa capacidade era exclusiva das câmeras ditas profissionais, mas desde a iniciativa Four Thirds e o subsequente Micro 4/3, câmeras mais voltadas ao público entusiasta por fotografia, mas não profissional, também contam com a variação das objetivas.

Lente 7 - 14 mm Lente 17mm Lente 14 - 45 mm Lente 45 - 200 mm

Infelizmente, devido a limitações físicas, de engenharia e principalmente económicas, ainda não é possível construir lentes superzoom  para sensores do tamanho do 4/3 ou maiores. Aproximações de 20 ou até 30 vezes resultariam em lentes extremamente pesadas, caras e difíceis de manusear. Graças a isso a variação entre a extensão máxima e mínima de lentes – tanto para 4/3 quanto para dSLRs – é menor.

Visor eletrónico

O LiveView ajuda a compor fotos em condições de iluminação não ideais. Foto: CanadaPenguinUsar o LiveView do visor LCD é uma lição que os profissionais vêm aprendendo com os amadores. O visor eletrónico é muito mais eficaz que o refletido em cenas de baixa luminosidade e ótimo para fotografar em posições onde a câmera não está diretamente à frente do fotógrafo. Além disso, ele permite a conferência – em tempo real – de informações de exposição e outras configurações da câmera. O lado negativo de toda essa facilidade é o consumo de energia, muito maior em câmeras com o LiveView. Outro problema é a visualização do visor LCD em ambientes muito iluminados, bastante prejudicada por reflexos no vidro.

Ausência de espelho

Outra característica “herdada” das digitais amadoras, a ausência do espelho móvel diminui a ocorrência de tremores e vibrações mecânicas na câmera – em dSLRs esse fenómeno ocorre mesmo com a câmera fixa em um tripé e disparada remotamente – que podem prejudicar o resultado final da fotografia. Porém, como o padrão Micro 4/3 permite a troca de lentes, o sensor fica muito exposto à poeira.

Para amadores e profissionais

Como já foi dito, a posição das câmeras Micro 4/3 no mercado é intermédia entre as profissionais dSLR e as compactas amadoras. Assim, é fácil interpretar quem é o público-alvo do formato: qualquer pessoa que espere imagens com excelente qualidade, mas não tem razões ou meios para gastar os milhares de euros necessários para a compra de equipamento profissional. O amador avançado – verdadeiro entusiasta da fotografia – é certamente o principal beneficiado com o surgimento de câmeras Micro 4/3, já que terá um equipamento capaz de proporcionar bons resultados sem tanta despesa.

Panasonic Lumix GF-1 Olympus EP-1 Panasonic Lumix G-1

Porém o tamanho reduzido da câmera aliado à qualidade de imagem também servem como atrativo para profissionais, principalmente quando o trabalho exige uma agilidade maior, ou mesmo transportes muito longos.