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Video – Aula 9 – Parte 1/2

Esta é a 1ª parte de 2, do 9º vídeo de 24.

Lição 09 (parte 1 de 2) – Exercícios fotográficos.


Fotografia de paisagem.

Escolha bem o local onde vai fotografar, tente integrar-se o máximo que puder e absorver tudo o que o rodeia para tirar o máximo de partido da cena que vai captar.

Utilize uma lente curta (grande-angular e normal), para ter ter uma profundidade de campo apropriada.

Relembrando que: profundidade de campo é a área entre os pontos mais próximos e os mais distantes da câmera que está dentro do foco aceitável. Na maioria das fotos de paisagem, essa distância deve cobrir a fotografia na totalidade.

Horizonte

As lentes mais usadas para fotografar paisagens são 24mm, 28mm, 35mm e 50mm. A 20mm também é bastante usada, mas é preciso ter cuidado com a linha do horizonte pois, pode fazer parecer que fique curva com esta lente.

O horizonte é sempre uma consideração bastante importante na fotografia de paisagem, por isso tenha em atenção atenção ao nível, se está alinhado ou não, pois um horizonte desalinhado pode estragar uma fotografia, se bem que mais tarde poderá rectificar isso na pós edição.

A luz

A luz natural é a maior aliada na fotografia, mas saber fotografar sob luz solar direta é uma questão de paciência e experiência. Você deve levar em consideração o horário em que a foto será tirada e que efeito essa iluminação terá sobre o resultado final. Comece por observar a incidência dos raios solares ao longo do dia durante a altura do ano em que está: veja como eles se comportam sobre edifícios, árvores, pessoas, etc.

Assim poderá aperceber-se de qual o melhor horário para fotografar com a luz ideal. Bem como, encontrar rápidamente o melhor ângulo para a captação da cena.

Aconselha-se uma leitura mais atenta referente a este assunto num artigo já publicado anteriormente: A luz na fotografia.

Enquadramento

Onde enquadrar a linha do horizonte?

Lembra-se da regra dos terços? Posicione a parte mais importante da foto no terço superior ou ocupe dois terços. Coloque a linha do horizonte um pouco mais abaixo do centro ou mais acima, dependendo do que o atrai mais na paisagem.

Normalmente mais céu dá a sensação de muito espaço, mas verifique que o céu está com uma cor e tonalidade interessante para usar esta técnica.

Veja no enquadramento se não existe nenhum elemento(s) a mais que possa(m) estragar a fotografia. Procure igualmente detalhes que sejam significativos e que possam compor e/ou melhorar cena.

Só resta desejar que este artigo tenha sido útil e que faça umas belas fotos de paisagem.


Video – Aula 8

Este é o 8º vídeo de 24.

Lição 08 – Enquadramento.


Video – Aula 7 – Parte 2/2

Esta é a 2ª parte de 2, do 7º vídeo de 24.

Lição 07 (parte 2 de 2) – Primeiras fotos de exterior.


Video – Aula 7 – Parte 1/2

Esta é a 1ª parte de 2, do 7º vídeo de 24.

Lição 07 (parte 1 de 2) – Primeiras fotos de exterior.

 


Sensores câmeras digitais (2).

Full frame vs APS-C

Tudo tem a ver com o tamanho do sensor, existem diferenças em vários aspectos dos sensores das máquinas fotográficas, como “absorvem a luz“, como transformam a cor, e neste caso a diferença de tamanhos dos sensores que geralmente difere de marca para marca e depende do tipo de máquina fotográfica. Tipo uma máquina chamada “profissional” tem um sensor maior do que uma máquina fotográfica de bolso, mas devido a custos as marcas tendem para ter o mesmo tamanho de sensores para os modelos chamados “equivalentes” ou “equiparados“.

As câmeras chamadas full-frame são as máquinas com sensores de tamanho equivalente às velhinhas máquinas fotográficas analógicas de filme de 35mm. Digamos que foi uma das maneiras de equipararmos as máquinas profissionais digitais às máquinas profissionais analógicas.

Os outros sensores mais pequenos são geralmente falados nos artigos de “crop factor”, tal como a palavra “crop” que indica cortar, que para quem usa um editor de fotografia em Inglês sabe que usa esta ferramenta para cortar parte da fotografias.

Mas será que a minha máquina é full-frame?

Os sensores de full-frame têm uma medida de 36mm x 24mm equiparando as máquinas de filme de 35mm. Estes sensores só são encontrados nas máquinas profissionais de topo das marcas de máquinas fotográficas, todas as restantes têm sensores mais pequenos… Existem sensores maiores mas para casos especiais…

Mas afinal qual é a diferença dos sensores em termos práticos?

Existem várias diferenças no produto final devido à diferença dos sensores, vejamos:

Pegamos numa máquina fotográfica DSLR com sensor abaixo de full-frame e metemos uma máquina DSLR full-frame no mesmo lugar, usamos a mesma lente e neste caso uma lente preparada para full-frame, se tirarmos a mesma fotografia com as mesmas características podemos encontras várias diferenças:

Notamos que a imagem fica mais pequena na máquina DSLR de sensor menor que na máquina DSLR de full-frame e porquê? É devido a esta diferença que falam dos sensores abaixo de full-frame com como croped e passo a explicar:

Se temos uma lente preparada para full-frame quer dizer que a lente tem que “dar” uma imagem do tamanho do sensor que seria de 36mm x 24mm, ora se o sensor da nossa máquina fotográfica tiver menos que esta medida quer dizer que só vai apanhar parte desta imagem… Por essa razão é falado em “crop”.

As marcas de máquina fotográficas têm geralmente um standard para as máquinas fotográficas com sensores abaixo das full-frame, geralmente esse standard difere como já tinha dito de marca para marca, mas é medido pelo factor de “crop” que efectua na imagem.

Marca
Crop
Canon 1.6x
Nikon 1.5x
Olympus 2.0x
Pentax 1.5x
Sony 1.5x

Mas afinal o que quer dizer este 1.6, 1.5, 2….?

Quer dizer que se tirarmos uma fotografia com uma máquina DSLR que tenha um factor de “crop”, vamos mas é falar em Português, uma máquina que tenha o factor de “corte” de 1.5 quer dizer que corta 1/5 da fotografia. mas não só, quer dizer que com a mesma lente a máquina com o sensor mais pequeno tem maior zoom que a máquina de full-frame. Isto porque capta parte da imagem e não necessitamos de estar tão perto para captar o mesmo tamanho de imagem que a full-frame. Era por isso que falei na mensagem das lentes manuais antigas que as lentes correspondiam a valores maiores que os valores que têm, porque estas lentes foram feitas para máquinas fotográficas de 35mm. seria algo como:

Lente Crop
Valor Final
50mm 1.5x 50mm x 1.5 = 75mm
50mm 1.6x 50mm x 1.6 = 80mm
100mm 1.5x 100mm x 1.5 = 75mm
100mm 1.6x 100mm x 1.6 = 160mm
200mm 1.5x 200mm x 1.5 = 300mm
200mm 1.6x 320mm x 1.6 = 75mm

Ok, se acham que as diferenças ficaram por aqui estão enganados. Porque se o zoom é maior quer dizer que o campo de profundidade é diferente usando o mesmo f. Quanto maior é o zoom e maior o f, maior é o campo de profundidade. Por isso é simples se a lente é de 50mm em full-frame nos outros sensores equivale a um valor mais alto, por essa razão os sensores mais pequenos têm mais campo de profundidade.

E o que será que acontece com as lentes angulares para paisagem? Pois é, a lente em full-frame apanha um ângulo muito maior do que as outras com a mesma lente pois apanha mais imagem devido ao tamanho do sensor e ao multiplicador que vimos acima…

Os sensores de full-frame produzem menos “grão digital” ou ruído nas fotografias.

E ainda, como o sensor é maior necessita de mais luz para tirar a mesma fotografia que os outros tipos de sensor. É devido a esses problemas que por vezes notamos um pouco escuro nos cantos das fotos. Este efeito é geralmente chamado de “Vignette“/vinhetagem.

As desvantagens da máquinas de full-frame são o facto de serem muito mais caras que as outras, e também pelo facto de as lentes de valor “razoável” estarem também preparadas para máquinas de sensores inferiores o que indica que não são as melhores escolhas para as máquinas fotográficas de full-frame, o que nos leva às lentes “caríssimas”.

Fonte: efotospt.com

Artigo relacionado: Sensores câmeras digitais (1)


Sensores câmeras digitais (1).

Tipos de sensores

Nem todos os sensores de câmeras digitais são iguais. Eles têm diferenças quanto à sua fabricação e consumo de energia. Veja os principais modelos existentes.

CCD (charge-coupled device) – é o tipo mais comum e equipa a maioria das câmeras compactas e DSLR. Apesar de sua qualidade de captura de imagem ser a melhor que existe, consome muita energia e a sua produção é cara.

CMOS (complementary metal-oxide-semiconductor) – sensores mais baratos e com baixo consumo de energia. Seus resultados costumam ser abaixo da qualidade do CCD, mas o seu preço faz com que ele equipe a maioria das câmeras de baixa qualidade à venda no mercado, mas é usado com sucesso nas DSLR da Canon, onde os factores de qualidade da lente e do processador interno fazem a diferença.

Foveon – Sensor desenvolvido pela Sigma para equipar as suas câmeras reflex. O Foveon baseia-se numa tecnologia de três camadas, onde cada uma é responsável por capturar uma das três cores primárias (vermelho, verde, azul). Nos sensores comuns as três cores são capturadas numa única camada em forma de mosaico.

O futuro – por mais que a tecnologia avance dia a dia, algumas surpresas ainda estão por vir. A Fuji está a trabalhar numa tecnologia muito parecida com a do Foveon e baptizou o seu projeto como Sensor Orgânico (CMOS Organic Image Sensor). Este sensor vai tornar tudo que conhecemos como fotografia digital obsoleto.

Tamanho do sensor

Esse é um fator muito importante. Existem vários tamanhos de sensores no mercado. A norma dita que quanto maior o sensor melhor vai ser a qualidade da imagem. Isso acontece também por conta do tamanho dos píxeis. Quando dizemos que uma câmera tem 5 megapíxels estamos afirmando que existem 5 milhões de píxels no sensor. Quando um fabricante lança um novo modelo com 6 megapíxels, mas com o sensor do mesmo tamanho do modelo anterior, implica numa diminuição do tamanho do píxel para que mais um milhão sejam alojados nesse sensor. O píxel é a unidade básica de captação de luz no sensor. Quanto maior for seu tamanho físico melhor será a qualidade da imagem. Veja na figura abaixo a relação de tamanhos de sensores disponíveis no mercado.

Existem duas câmeras com sensores do mesmo tamanho que os antigos negativos de 35mm as câmeras com sensores Fullframe.  As demais  utilizam sensores menores que causam distorções nas distâncias focais das lentes (factor de corte,ou crop). O principal efeito causado pela diminuição constante do tamanho do píxel é o nível de ruído em fotos com pouca luz. O ruído é uma aberração cromática onde o píxel comporta-se de maneira errada e apresentando uma cor que não é real, gerando uma granulação estranha na foto. Isso acontece com fotos onde o ISO é elevado.

Da próxima vez que for comprar uma câmera fique atento nestes detalhes. O tamanho e o tipo do sensor da câmera podem oferecer um indicativo da qualidade do equipamento. Desconfie de equipamentos compactos com um zilhão de píxeis e sensores pequenos.

Fontelorenti.org

Artigo relacionado: Sensores câmeras digitais (2)


Video – Aula 6 – Parte 2/2

Esta é a 2ª parte de 2, do 6º vídeo de 24.

Lição 06 (parte 2 de 2) – Manejo de uma câmera manual.


Video – Aula 6 – Parte 1/2

Esta é a 1ª parte de 2, do 6º vídeo de 24.

Lição 06 (parte 1 de 2) – Manejo de uma câmera manual.


A luz na fotografia.

A fotografia precisa de luz  e não de qualquer tipo de luz. É pouco provável que consiga tirar fotografias notáveis se a luz estiver errada. Como pode obter a luz certa quando há pouco que possa fazer para controlar o sol?

A resposta é simples. Pode melhorar as suas fotografias tirando-as em diferentes momentos do dia ou mesmo numa altura diferente do ano.

A qualidade da luz

A qualidade da luz muda durante o dia. A luz solar de manhã cedo ou ao final da tarde possui uma cor quente, enquanto que a luz solar intensa a meio do dia é muito mais azul. Isto deve-se a quê?

A dispersão da luz solar provoca a alteração. Partículas de pó e água na atmosfera reflectem, refractam e absorvem os diversos comprimentos de onda da luz em quantidades diferentes. Ao meio-dia, o sol encontra-se no alto do céu e a luz viaja directamente para baixo através da atmosfera. Ocorre muito pouca dispersão e a luz solar é azul-branca.

De manhã e ao fim da tarde, o sol surge baixo no céu e a luz tem mais atmosfera através da qual viajar. Os comprimentos de onda (azuis) curtos da luz estão mais dispersos que os comprimentos de onda (vermelhos) longos, dando origem a uma luz mais quente.

Como regra geral, a luz quente fornece imagens mais atraentes, particularmente para paisagens e edifícios. Se estiver a visitar lugares em férias, a hora ideal para captar imagens é de manhã cedo, pouco depois do nascer do sol. Não só estará a luz certa, como também haverá um número menor de pessoas à volta.

Outra vantagem de fotografar cedo ou tarde no dia é o ângulo baixo do sol em direcção ao solo. Isto lança sombras longas, que são um interesse adicional de muitas cenas.

Como é natural, ocasionalmente o ângulo do sol leva a que a totalidade do motivo se encontre na sombra, o que não é ideal. Felizmente, a posição do sol varia ao longo do dia. Ele nasce no este (ou perto) e põe-se no oeste (ou perto). Portanto, se tiver tempo, pode ficar no mesmo lugar todo o dia e esperar por esse momento especial no qual tudo é perfeito.

Naturalmente, se estiver a viajar e a atravessar um lugar, pode não ser possível regressar quando as condições forem mais adequadas à fotografia.

Fotografar o céu

A imagem que captamos com uma câmara é, muitas vezes, algo diferente da cena diante dos nossos olhos. O intervalo dinâmico é utilizado para descrever as diferenças nos níveis de brilho, de luminoso a escuro, numa cena. Num dia nublado, o intervalo dinâmico é baixo, enquanto que, num dia de sol, o intervalo dinâmico é elevado.

Se observar as fotografias de paisagens que tirou com a sua câmera, elas podem apresentar um céu pálido, mesmo que ele parecesse azul no momento em que tirou a fotografia. A câmara expôs mais detalhes nos tons mais escuros do solo, sobreexpondo os tons brilhantes do céu.

Os sensores da câmara digital não possuem o mesmo intervalo dinâmico que o olho humano. Vários modelos PowerShot e IXUS actuais têm uma tecnologia de Correcção de Contraste Inteligente (i-Contrast) que expande o intervalo dinâmico automaticamente.

Se a sua câmara não possuir a característica i-Contrast, pode utilizar a Compensação de Exposição para dar ao céu uma exposição correcta, mas isto iria subexpor o solo.

Felizmente, existem várias soluções para este problema. Uma solução foi descrita anteriormente. Aguarde. Mas se for impaciente quanto à fotografia, existem técnicas fotográficas que pode utilizar.

Se possuir uma EOS Digital SLR, há várias soluções que envolvem filtros que permitem um maior controlo do aspecto do céu nas suas imagens. Alguns modelos PowerShot também aceitam um adaptador que permita filtros.

Uma solução é um filtro graduado. Trata-se de um filtro com uma área de tom numa extremidade e transparente na outra. Se instalar o filtro na lente da sua câmara de modo a que a área de tom fique no topo, o brilho da luz do céu será reduzido à medida que passa pelo filtro. Isto irá reduzir o intervalo dinâmico da cena, evitando a sobreexposição do céu.

A maioria dos filtros graduados são rectangulares e deslizam até encaixar num suporte fixo na parte da frente da lente. Isto permite que mova o filtro para cima e para baixo, de modo a posicionar a área transparente sobre o solo, enquanto a área de tom cobre o céu.

Filtros graduados cinzentos têm pouco ou nenhum efeito nas cores da imagem. O tom é neutro. No entanto, também é possível adquirir filtros graduados de cores. Estes continuam a ser transparentes numa extremidade, mas têm um tom colorido na outra, incluindo azul para melhorar um céu cinzento ou cor-de-laranja para criar um efeito de pôr-do-sol.

Podem ser utilizados filtros polarizadores para escurecer a luz polarizada. Este é exactamente o tipo de luz que recebe do céu – mas apenas em dias de sol e apenas nas áreas do céu a 90 graus do sol. Portanto, se o sol estiver no alto do céu, é útil um filtro polarizador quando a câmara está apontada para o horizonte em qualquer direcção. Mas se o sol estiver em baixo, no este ou oeste, o filtro só faz efeito quando a câmara estiver apontada para norte ou sul.

Para ver o efeito de um filtro polarizador, basta fixá-lo à sua lente e rodá-lo. Num ângulo, o filtro não tem qualquer efeito na luz, mas à medida que roda, a sua luz polarizada será parcialmente bloqueada e irá ver parte da imagem escurecer. Portanto, não só poderá reduzir o brilho de alguns céus, como também poderá controlar o nível de brilho.

As nuvens não são afectadas pelo filtro polarizador, portanto fazem-se claramente notar num céu escurecido.

Existe um método de lidar com céus sobreexpostos que já é conhecido desde os primórdios da fotografia. Trata-se de substituir o céu por outro que tenha fotografado anteriormente.

Alguns fotógrafos criam um banco de imagens do céu com esta finalidade. É fácil de fazer. Sempre que vir um céu interessante, tire uma fotografia expondo o céu. Em breve, terá uma série de imagens que mostrem formações de nuvens atraentes.

Poderá então combinar uma imagem de céu adequada numa imagem com um céu normal ou sobreexposto. Esta foi uma técnica de quarto escuro praticada por muitos fotógrafos. Hoje, é uma técnica computadorizada que envolve cortar e colar uma imagem na outra. É necessário alguma prática, mas o utilizador trabalha com cópias das imagens digitais, pelo que pode recomeçar até obter o resultado que deseja.

Portanto, quer aguarde pela luz certa, ajuste a sua imagem com um filtro ou adicione outro céu à sua escolha, as fotografias de céus iluminados pelo sol constituem uma vasta gama de oportunidades. Agora, vá lá para fora e comece a fotografar!

Fonte: Canon Portugal


Video – Aula 5 – Parte 3/3

Esta é a 3ª parte de 3, do 5º vídeo de 24.

Lição 05 (parte 3 de 3) – Manejo de uma câmera manual.


Filtros fotográficos.

Um filtro fotográfico é um acessório de câmera fotográfica ou de vídeo que possibilita o manejo de cores e/ou a obtenção de efeitos de luz pela sua inserção no caminho óptico da imagem.

Filtro ultravioleta, polaróide e FL-D (fluorescente tipo “luz do dia”) de 62 mm.

Os filtros são de gelatina, plástico, vidro ou cristal, na maioria das vezes montadas em anéis rosqueáveis na objetiva, ou em anéis elásticos para montar no cilindro liso da objetiva. Filtros circulares são mais comuns, mas uma gama de filtros mais ampla, de dezenas de filtros, é disponibilizada em formato quadrado, para serem encaixados em magazines de porta-filtros “universais”.

Grande parte das câmeras fotográficas digitais não dispõem de roscas nas suas objetivas. Para estas câmeras, há porta-filtros especiais que são rosqueados na base da câmera.

Finalidade dos filtros

A finalidade básica dos filtros fotográficos é a de filtrar a luz adequando-a às características do filme ou sensor de imagem.

Algumas poucas situações exigem o emprego do filtro.

  • fotografia a altas altitudes (dois mil metros ou mais);
  • fotografia à sombra tirada ao meio-dia;
  • fotografia à contra-luz com sol baixo;
  • presença de reflexos indesejáveis (na superfície da água, de uma vitrine).

A presença de luz mista às vezes é inevitável ou até mesmo necessária. Nesta situação os estúdios fotográficos, ou de cinema e TV fazem uso de filtros de gelatina em folhas para aplicar, não na direção da câmera, mas na direção da fonte de luz, como em janelas e refletores de luz.

Para fotógrafos exigentes, o efeito de um filtro varia de conforme a objetiva utilizada, ou de acordo com o modelo da câmera, no caso de câmeras compactas. Além disso, nem sempre o emprego do filtro leva a resultados sensivelmente melhores, sendo necessário tirar uma foto com filtro e outra sem filtro para notar a diferença.

Tanto para fotógrafos profissionais como para amadores exigentes, o filtro fotográfico é considerado útil para proteção do equipamento, evitando danos à lente da objetiva.

Os filtros na fotografia analógica e digital

As câmeras fotográficas digitais de preço mais elevado podem usar todos os filtros utilizados por câmeras analógicas sem o uso de adaptadores especiais. Já as câmeras digitais compactas (mais econômicas) dispõem de algoritmos que simulam filtros de correção e outros filtros como o sépia e o difusor, e não facilitam o uso de filtros reais (óticos).

As câmeras compactas, com raras exceções, não têm rôsca na objetiva para montagem de filtros rosqueáveis, além disso, as objetivas são retráteis, não admitindo a montagem de filtros elásticos.

Como as câmeras analógicas mais populares, que não dispõem de objetivas receptivas a filtros, as câmeras digitais também podem fazer uso de filtros menos comuns, através da montagem de um magazine para filtros roscado na base da câmera.

Usos de filtros em fotografia

Filtros fotográficos podem ser classificados pelos seus usos:

  • Transparente e Ultravioleta
  • Correção de Cor
  • Subtração de Cor
  • Aumento de Contraste
  • Infravermelho
  • Densidade Neutra
  • Polarizador
  • Efeitos Especiais, de vários tipos, incluindo:
    • Gradientes
    • Suavização
    • Tonalidade Sépia

Transparente e ultravioleta

Filtros de cristal transparente exclusivamente para proteção de lentes são raros. A maioria dos fotógrafos prefere utilizar filtros UVs e Skylights para esta finalidade por agregarem valor à fotografia, mesmo que estes valores sejam imperceptíveis.

Os filtros UV bloqueiam a passagem de luz ultravioleta invisível para evitar que a ela afete o filme ou sensor de imagem que não são insensíveis a este tipo de radiação. O filtro é usado onde a radiação UV está mais presente, ou seja, em regiões equatoriais, a grandes altitutes.

Os filtros UV são preferidos para efeito de proteção da objetiva da câmera por serem mais neutros em relação às cores que os filtros Skylight.

Já os filtros Skylight têm cor levemente rosada, são filtros UV que se usam para neutralizar os efeitos dos raios UV que tendem a estender o tom azulado sobre áreas de sombra à luz do dia plena. Os filtros Skylight costumam combinar funções de filtro UV, filtro de azul e filtro de difusão.

Correção de cor

Os filtros de conversão (um tipo de filtro de correção de cor) foram muito usados para fotografar com luz natural ou com luz artificial sem trocar o filme por outro mais adequado a esta ou aquela condição de luz específica. Filtros de cor azul (série 80 da Kodak wratten) eram usados para converter luz artificial em luz adequada para filmes do tipo Daylight e, vice-versa, filtros de cor âmbar (série 85) eram usados para tornar a luz natural adequada para filmes tipo Tungsten.

Embora seja comum as câmeras digitais compactas terem pre-sets para diversas condições de luz, somente algumas câmeras de filmar traziam filtros de conversão embutidos na própria câmera.

Pequenas diferenças entre temperaturas de cor de lâmpadas photoflood. A e lâmpadas photoflood B (3400 K e 3200 K respectivamente) são possíveis de ser corrigidas em câmeras digitais de preço mais elevado. Já as câmeras compactas podem tirar proveito dos chamados de filtros de compensação. Ao fotografar utilizando lâmpadas photoflood. A com câmera compacta configurada para Tungsten obtém-se melhor balanço de cores utilizando-se um filtro de cor âmbar 81A. Freqüentemente, a utilização de filtro azul 82A ou 82B resulta em fotos com cores mais equilibradas ao fotografar em ambiente iluminado com lâmpadas incandescentes comuns do que com a câmera simplesmente ajustada para Tungsten.

Tradicionalmente fotógrafos profissionais usavam kits de filtros de correção de cor CMY conhecidos como filtro CC, idênticas àquelas que eram usadas em laboratório fotográfico, para neutralizar dominância de cores diferentes daqueles provocada por lâmpadas incandescentes. Esses filtros continuam sendo úteis para filmagens.

Filtros de contraste

Os filtros de contraste diferem dos filtros de densidade por serem coloridos. Têm graduação que vai de 0 a 5. São usados para controlar o contraste relativo dos tons cinza com base na avaliação dos efeitos do filtro colorido sobre cores asemelhadas, diferentes e antagônicas que compõe o quadro. Assim, os filtros podem ser aplicados para aumentar o contraste ou, ao contrário, para suavizar o contraste de tons.

A manipulação dos contrastes de tons é bastante facilitada por editores gráficos em que se pode simular a aplicação de filtros de contraste para obter bons resultados por tentativa e erro.

Em fotografias que incluem a fonte de iluminação geralmente apresentam excesso de contraste que deve (ou só pode) ser corrigida previamente com filtro adequado.

Infravermelho

O filtro infravermelho é aplicado à objetiva da câmera carregada com filme conhecido como infrared para obter imagens em preto-e-branco geradas exclusivamente pela radiação infravermelha.

Câmeras digitais que usam um sensor de imagem no lugar de um filme também se prestam a este tipo de fotografia. Os sensores de imagens da maioria das câmeras digitais de fotografia e de vídeo são sensíveis a radiações infravermelhas (IR) como os filmes infrared, que são sensíveis ao IR sem serem exclusivamente sensíveis a eles.

Em algumas câmeras digitais, a sensibilidade aos raios UV (ultravioleta) e aos IR (infravermelho) é neutralizada por filtros de bloqueio UV/IR, mas outras câmeras como a Finepix IS-1 da Fujifilm admitem o desbloqueio do filtro UVIR, o que as torna sensíveis aos UV e IR. Estas câmeras são próprias para a fotografia infravermelha com a adição dos tradicionais filtros infrared.

A radiação infravermelha, sendo invisível, não tem cor associada a ela. Nos filmes infrared a cores a radiação infravermelha é tornada visível em cores avermelhadas. Algumas câmeras digitais da Sony manipulam a radiação infravermelha e representam a radiação infravermelha em tons esverdeados, como em alguns dispositivos militares monocromáticos de visão noturna.

Densidade neutra (ND)

O filtro de densidade neutra provoca uma redução uniforme da quantidade de luz que incide sobre o filme ou sensor de imagem. Usa-se geralmente para reduzir o valor de exposição (EV) com o propósito de obter combinações de abertura de diafragma e velocidade de obturação mais adequadas para a foto. Por exemplo, para obter um fundo desfocado que dê melhor destaque aos objetos situados no plano em foco.

Encontram-se comumente filtros ND em densidade 2X, 4X e 8X que baixam o valor de exposição em um, dois ou três pontos.

Polarizador

Os filtros polarizadores ou polaróides são usados geralmente para eliminar brilhos e reflexos indesejáveis como as imagens refletidas nas vidraças das janelas ou nas vitrines que atrapalham a visão do seu interior porém não tira o reflexo de metais. Eventualmente são utilizados também para reforçar a imagem refletida na superfície que é de luz polarizada.

Há dois tipos de filtros polarizadores: o linear e o circular. O filtro polarizador linear é ajustável, dando ao fotógrafo a possibilidade de controlar o grau de efeito desejado. O polaróide circular é fixo, não oferece a possibilidade de controlar o efeito, mas pode ser usado em câmeras de filmar ou na fotografia de ação.

O filtro polaróide circular é assim chamado pela orientação dos cristais e fibras plásticas que se estendem circularmente no plano do filtro e não devem ser confundidos com filtros de polarização circular.

Balanço de cores

Os filtros para balanceamento de cores têm seu campo de aplicação na fotografia digital profissional ou avançada para realizar um ajuste prévio e preciso do balanço do branco em função da iluminação que incide sobre o cenário.

O filtro vai montado na câmera digital que é apontada para a fonte de iluminação para que efetue as compensações necessárias à neutralização das diferenças de cor entre a fonte de iluminação e o branco de referência da câmera.

O filtro difunde a luz incidente para efeito de balanceamento de cores, mas pode também ter uma transmitância controlada para 18% para servir à fixação do valor de exposição (EV) pelo método da luz incidente.

Efeitos especiais

Há um grande número de filtros que produzem efeitos especiais, muitos deles inventado por Jean Coquin.

  • O Star que transforma pontos de luz brilhante em estrêlas de várias pontas;
  • o Diffractor que difracta os pontos de luz brilhantes da imagem;
  • o Multi Image que replica a imagem em paralelo ou em círculos;
  • o Speed que cria um efeito de rastro linear na imagem;
  • o Cyclone que cria um rastro circular;
  • o Radial Zoom que cria rastros radiais;
  • o kit de vinhetas diversas;
  • o Doble Exposure para montagem de fotos por dupla exposição;
  • o Doble Mask, também para fotomontagens;
  • o filtro Graduated, o Pastel, o Diffuser, o Sepia, o Center Spot, etc.

A maioria dos efeitos especiais que são obtidos com filtros óticos criativos podem ser obtidos em editores de fotos digitais, seja como um recurso integrado eles, seja na forma de plug-ins que acrescentam um novo recurso ao editor.


Video – Aula 5 – Parte 2/3

Esta é a 2ª parte de 3, do 5º vídeo de 24.

Lição 05 (parte 2 de 3) – Manejo de uma câmera manual.


Video – Aula 5 – Parte 1/3

Esta é a 1ª parte de 3, do 5º vídeo de 24.

Lição 05 (parte 1 de 3) – Manejo de uma câmera manual.


Video – Aula 4

Este é o 4º vídeo de 24.

Lição 04 – Partes importantes da sua câmera fotográfica.


Simulador de câmera SLR online.

Interessante, pena o motivo não mudar. Veja e experimente o: Simulador de câmera SLR online.


Video-Aula 3

Este é o 3º vídeo de 24.

Lição 03 – Utilização da câmera fotográfica.


Entendendo o balanço de brancos (WB).

O balanço de branco (em inglês “White Balance” ou WB) é o processo de remoção de cores não reais, de modo a tornar brancos os objectos que aparentam ser brancos para os nossos olhos. O correcto balanço de branco deve levar em consideração a “temperatura de cor” de uma fonte de luz, que se refere a quão ‘quente’ ou ‘fria’ é uma fonte de luz. Os nossos olhos (e cérebros) são muito bem treinados para julgar o que é branco em diferentes condições de luz, mas as câmeras digitais normalmente encontram grande dificuldade ao fazê-lo usando o ajuste de branco automático (“Auto White Balance” ou AWB). Um balanço de branco incorrecto pode gerar imagens ‘lavadas’ com azul, laranja e mesmo verde; que são irreais e podem chegar a arruinar fotografias. Para fazer o ajuste de branco na fotografia tradicional é necessário recorrer ao uso de filtros ou filmes para as diferentes condições de luz, mas felizmente isso não é mais necessário na fotografia digital. Compreender como o balanço de brancos digital funciona pode ajudá-lo a evitar a aparição de tons indesejados gerados pelo AWB, e assim melhorar suas fotos numa grande gama de condições de luz.

Ajustando o balanço de brancos
A maioria das câmeras digitais possuem modos automáticos e semi-automáticos que podem ajudá-lo a fazer os ajustes, além do modo manual.

Dentre os ajustes semi-automáticos, alguns modos pré-configurados podem ser selecionados:

  • Tungsten (tungstênio): é usado para se fotografar em interiores, especialmente sob lâmpadas incandescentes.
  • Fluorescent (fluorescente): este modo compensa a luz fria de lâmpadas fluorescentes.
  • Daylight/Sunny (luz do dia): usado em fotos à luz do dia, em exteriores.
  • Cloudy (nublado): usado em dias de tempo nublado.

Incorrecto balanço do branco

Correcto balanço do branco

A temperatura da cor
A temperatura da cor é uma característica da luz visível. O raciocínio é que quanto mais aquecemos um objecto, mais cores ele irradia. Assim, de forma mais específica, a temperatura da cor descreve o espectro de luz irradiada de um corpo negro (um objecto que absorve toda a luz incidente sem permitir qualquer reflexo ou passagem de luz) de acordo com a temperatura desse mesmo corpo.

Um corpo negro a diferentes temperaturas, irradia variadas temperaturas de luz branca. Apesar de se chamar luz e poder parecer branca, nem sempre é verdadeiramente luz branca, pois nem sempre contém uma distribuição equilibrada de cores através do espectro visível.

À medida que a temperatura da cor aumenta, a distribuição da cor torna-se mais fria. A lógica é que comprimentos de onda mais curtos contêm luz de maior energia.

Temperatura da cor Fonte de luz
1000-2000 K Luz de velas
2500-3500 K Luz halogénea
3000-4000 K Pôr-do-sol ou aurora com céu limpo
4000-5000 K Lâmpadas fluorescentes
5000-5500 K Flash
5000-6500 K Meio-dia com céu limpo
6500-8000 K Céu nublado moderadamente
Mais de 8000 K Sombra ou céu muito nublado

O K é símbolo da unidade Kelvin – medida da escala que mede a temperatura da cor. A escala Kelvin não tem valores negativos.

Assim sendo, na prática, como muitas fontes de luz não se assemelham à radiação de corpos negros, o balanço do branco adiciona à temperatura da cor um desvio verde-magenta. Adicionar verde magenta é muitas vezes necessário quando se fotografa à luz do dia comum, podendo quando se trata da luz fluorescente ou de outra luz artificial, requerer grandes ajustes de verde-magenta ao balanço do branco.

Muitas câmaras fotográficas dispõem de uma variedade de balanços de branco pré-programados para que consiga adaptar o balanço do branco ao tipo de iluminação existente. Usualmente os símbolos deste tipo de balanço do branco são:

Símbolos dos tipos de balanço do branco

A função de balanço do branco automático (AWB) existe em qualquer câmara fotográfica digital e usa um algoritmo que tenta “adivinhar” e adequar o balanço do branco às condições de iluminação, usualmente entre os 4000 K e os 7000 K.

O balanço do branco customizável permite tirar uma fotografia a uma referência neutra (usualmente um cartão cinza, branco e preto – como visto na primeira imagem) e assim determinar o balanço do branco certo para as restantes fotografias. Se não tiver um cartão destes, tente sempre ver se existe uma referência branca no enquadramento para que a câmara use como referência para o branco. Convém ter em conta que se mudarem as condições de iluminação deverá definir uma nova referência para balanço do branco.

Os restantes modos são usualmente os pré-definidos nas câmaras fotográficas digitais, podendo mudar rapidamente de acordo com a variação da iluminação. Estes modos podem ser usados criativamente. Por exemplo, o modo sombra pode ser utilizado dentro de casa, dependendo da iluminação ou do grau de nebulosidade existente. Se a fotografia estiver muito azulado no monitor da câmara deverá aumentar a temperatura da cor selecionando um modo que permita obter mais temperatura de cor. Algumas câmaras fotográficas também permitem definir o valor Kelvin. Se assim for, poderá também ajustar manualmente o valor de forma a obter mais ou menos temperatura de cor.


Curso de fotografia digital em video – 01-24

Apesar de ser em espanhol, compreendem-se bastante bem as lições.

Este é o 1º vídeo de 24. Tenho a certeza que irá ser bastante útil para muita gente.

Lição 01 – Que câmera devo de escolher?


Modos de fotografia – Modos manuais.

Selector de modos

Modo de programa automático

Este modo é bastante semelhante ao modo automático, mas já entra no grupo de modo manual devido às suas funcionalidades.

Pode alterar a abertura e a velocidade do obturador, também pode alterar a compensação de exposição.

A máquina calcula qual a melhor abertura e tempo de exposição, e pode se lhe convier alterar estes valores mas “automáticamente”, ou seja, ao alterarmos para “+” ou “-“a câmera calcula outros valores para mais ou menos abertura, e mais ou menos velocidade do obturador, não sendo assim possível escolher exactamente os valores que queremos, estamos sempre dependentes dos cálculos da maquina fotográfica.

Na compensação de exposição  podemos escolher à vontade se queremos mais ou menos compensação.

É utilizado quando se está na dúvida de qual o modo que se tem de escolher, se por exemplo queremos mais nitidez nos objectos distantes e podemos alterar a abertura, temos objectos em movimento e podemos diminuir o tempo de exposição.

Resultados esperados:

  • A câmera vai calcular “automáticamente” (pelo tipo de fotografia que deseja tirar) os valores mais correctos de abertura e tempo de exposição. Mas ao contrário do modo automático, neste modo pode seleccionar mais ou menos tempo de exposição, e mais ou menos abertura. Pode igualmente seleccionar a compensação de exposição que deseja.

Contras:

  • Não pode optar se quiser escolher a abertura e velocidade de obturador que deseja.

Modo prioridade de velocidade de obturação

Este modo tal como o nome indica está relacionado com o tempo de velocidade de obturação (exposição). Neste modo podemos escolher livremente qual a velocidade de obturação (tempo de exposição) desejado e ao focar a imagem, a câmera vai calcular qual a abertura necessária para compensar a velocidade de obturação (tempo de exposição) escolhido.

É também possível alterar a compensação de exposição, os valores ISO, balanços de brancos, etc… Não é possível neste modo alterar o valor de abertura.

Velocidades mais altas de obturação congelam a ação e geralmente exigem mais luz e abertura maior(número menor de f-stop). Velocidades mais baixas permitem que as imagens sejam captadas com menos luz com abertura menor(número maior de f-stop).

Resultados esperados:

  • Pode escolher livremente a velocidade de obturação (tempo de exposição) da imagem, e a câmera calcula  qual o melhor valor de abertura para a velocidade de obturação escolhido. Pode também alterar qualquer outro parâmetro da câmera, desde a compensação de exposição, o valor de ISO, balanço de brancos, etc… A única coisa que é calculada e que não pode alterar é o valor da abertura.

Contras:

  • Ao não poder escolher o valor de abertura pode ser difícil de manter a velocidade de obturação que deseja, se também tiver interesse que o fundo da foto fique nítido ou não.

Modo Manual

O modo manual é o que oferece o controle completo sobre todas as definições da câmera em simultâneo. Nesse modo pode-se utilizar o fotómetro da máquina para fazer a leitura da cena e ajustar os valores de exposição. Utiliza-se os controles manuais principalmente em condições que enganam o modo automático da máquina (situações de alto contraste, por exemplo) ou para gerar efeitos criativos nas imagens.

Resultados esperados:

  • Total controle sobre todas as definições da máquina, velocidade de obturação, abertura, ISO, balanço de brancos, etc…

Contras:

Para os mais iniciados este modo não é o mais indicado de utilizar. Depois de entender todos os conceitos sobre exposição, abertura, ISO, EV etc… Aí sim comece a fotografar neste modo, pois terá liberdade total sobre todas as definições da câmera.

Artigo relacionado: Modos de fotografia – Modos Automáticos.


Modos de fotografia – Modos automáticos.

Selector de modos

Modo Paisagem 

Este modo geralmente é usado para fotografar para paisagens, onde queremos nitidez em toda a fotografia. Esta é principal característica deste modo.

Podem usar este modo para panoramas amplos, fotografia nocturna e para uma boa focagem dos objectos em primeiro e segundo plano.

Resultados esperados:
  • Condiciona a câmera a obter imagem com nitidez se estendendo do primeiro plano até o infinito.
  • Diminuição da velocidade para usar pequenas aberturas que dão mais nitidez em profundidade.
Contras:
  • Não serve para fotografias onde queiramos destacar um  “objecto”.
  • Para fotografias tipo macro a objectos bastante perto da máquina, está fora de questão, pode levar a fotografias sem percepção.
  • Devido à utilização de aberturas pequenas, a velocidade do obturador ao compensar pode ser demasiado lenta. Obrigando assim ao recurso do tripé.
  • Igualmente devido a utilizar aberturas pequenas a máquina para compensar pode elevar bastante a ISO, levando assim a uma fotografia com “ruído”/ “grão”.

Modo Retrato

Este modo geralmente é usado para fotografar pessoas e animais, o que faz é focar o “objecto” em questão e desfocar o fundo.

Resultados esperados:

  • Dá destaque à pessoa fotografada tirando o foco do resto da cena.
  • Aumento da abertura para obter um fundo desfocado.

Contras:

  • Não serve para tirar fotografias de paisagens.
  • Tudo em volta do “sujeito” fica desfocado.

Modo nocturno

Para fotografar  à noite ou em ambientes com pouca luz e obter um fundo com uma exposição de aspecto natural. Este modo pode igualmente ser utilizado em plena luz do dia, em situações onde o objecto não é totalmente iluminado de uma forma constante.

Resultados esperados:

  • Menos exposição para evitar ofuscamento.
  • Usa sempre valores de abertura altos.
  • Usa sempre a velocidade do obturador mais baixa dependendo do zoom.
  • Usa sempre valores de ISO altos.

Contras:

  • Não serve para tirar fotografias de paisagens à noite.
  • Tudo em volta do “sujeito” fica desfocado.
  • O ISO muito elevado pode criar “ruído”/”grão” na fotografia.
  • A intensidade do flash pode deixar as pessoas com um tom de pele demasiado claro.

Modo desporto

Para fotografar um motivo em movimento, seja uma criança correndo ou uma corrida de carros. Ao usarmos este modo a máquina vai obter a imagem no mais curto espaço de tempo possível, congelando assim o movimento.

Resultados esperados:

  • Aumento da sensibilidade para usar altas velocidades de captura de objetos.
  • Usa valores de abertura os mais altos que puder.
  • Usa a velocidade de obturador mais rápida que.
  • Caso necessite aumenta os valores de ISO para compensar a velocidade do obturador.

Contras:

  • Não indicado para fotografar paisagens.

Modo macro:

Este tipo de fotografia captura os mínimos detalhes dos objetos, detalhes até que não podem ser vistos a olho nu. Fotos de macro são utilizadas geralmente para obter fotos de insectos, pequenos objectos, olhos (de perto), flores, etc… Aproxime-se o máximo possível do motivo. Verifique a distância mínima de focagem da objetiva.

Resultados esperados:

  • Usa a abertura alta para desfocar o fundo.
  • Grande ampliação e nitidez em objectos muito pequenos.

Contras:

  • Geralmente é necessário uma lente macro para obter resultados perfeitos (caso tenha uma objectiva zoom, use a parte da teleobjectiva para fotografar).

Modo automático

Neste modo quem decide é a câmera, assume o total controle da abertura, velocidade de obturação, ISO, etc…

Resultados esperados:

  • A câmera vai definir os melhores valores para o assunto que quer captar. É o chamado point and shoot.

Contras:

  • Os valores que a câmera irá definir, poderão não ser os mais correctos para o tipo de fotografia que vai tirar.

Top 10 de erros básicos com DSLR e como evitá-los.

1. Esquecer equipamento em casa

À medida que o seu equipamento fotográfico vai crescendo é mais fácil esquecermo-nos em casa de algo que não nos pareça importante, mas que pode vir a ser de importância crucial quando se sai para uma sessão fotográfica. Não se sugere como é óbvio, que cada vez que saia para fotografar que carregue todo o equipamento às costas. Portanto é importante visualizar mentalmente o local que irá fotografar e levar o equipamento essêncial, para que depois não se arrependa de algo que deixou em casa e que concerteza deveria ter levado.

2. Baterias não carregadas

Este será talvez o erro mais comum , e quase sempre resulta com uma volta a casa totalmente desapontado consigo próprio devido a essa falha. Para evitar esse tipo de constragimentos leve sempre no mínimo um par de baterias e melhor ainda, se a sua câmera suportar pilhas tipo AA leve igualmente umas quantas para prevenir. Carregue sempre as suas baterias na noite anterior, mesmo que as tenha carregado da última vez que utilizou a sua câmera.

3. Velocidade de ISO errada

Ter a liberdade de mudar a velocidade ISO é agora uma parte aceite da fotografia, tão natural como a mudança de velocidade do obturador ou de abertura. Com esta nova liberdade vem o perigo de deixar a câmera na configuração ISO errado para a situação actual, isso tende a acontecer especialmente entre fotos. Portanto, certifique-se sempre e confira o ISO antes de começar a fotografar e você nunca terá uma foto com ruído indesejado novamente.

4. Retire a tampa da objectiva

A perguntar-se porque o enquadramento está escuro e a câmera sugere 30 segundos de exposição? Verifique rápidamente a parte da frente da lente e retire a tampa. Este é dos erros mais confrangedores e especialmente se estiver junto com outros fotógrafos.

5. Esqueceu-se de repôr a compensação de exposição

Imagem muito escura ou clara e você não faz ideia porquê? Quase certamente esqueceu-se de repor a compensação de exposição, ou acidentalmente alterou um valor fora da escala. Se estiver a fotografar em RAW e a foto ficou muito escura você pode ser recuperá-la num programa de edição.

6. Fotografou em JPEG em vez de RAW

Não é o pior erro do mundo. Se conseguir a exposição correcta é óptimo mas bastante aborrecido se a foto ficar sobrexposta ou subexposta, ou seja o balanço de brancos está errado. Fotografe normalmente em RAW  e desfrute dos seus benefícios na edição. Você pode converter uma imagem RAW para JPEG, mas não o contrário. Se quiser tirar o melhor proveito das suas fotos, configure a sua câmera para os dois modos em simultâneo.

7. Apagar fotos directamente da câmera

Com LCDs nas câmeras cada vez maiores e com uma quantidade de píxels elevadíssimas, temos a tendência de visualizar as fotos e algumas que nos pareçam que não ficaram bem apagá-las de imediato. Se é esse o caso então está na altura de parar de o fazer, não apague nenhuma fotografia através da câmera, passe-as todas para o computador e no conforto de sua casa então elimine as que não considera que estejam suficientemente boas. Não se esqueça que visualizar as fotos no LCD da câmera é bem diferente do que ver no monitor do seu computador.

8. Fotografias desfocadas

Você ia jurar que a foto captada parecia estar óptima pelo LCD da câmera, mas  com a ampliação a 100% num monitor decente, constata que está ligeiramente desfocada. Excluir. Mais uma para a lixeira. Se você estiver a fotografar e a segurar a câmera à mão, utilize sempre uma velocidade de obturador mais rápido do que o comprimento focal – para usar 1/400 segundo ou mais rápido para 300mm, ou 1/80 segundo ou mais rápido para 70mm. Melhor ainda, use um tripé, a função de bloqueio do espelho e um comando disparador e nunca mais precisa de se preocupar com imagens desfocadas.

9. Compre uma boa câmara e invista depois em lentes

A fotografia é uma daquelas raras combinações de arte e ciência, mas pode ser fácil esquecer a primeira das combinações e gastar todo seu dinheiro na última combinação. Os fotógrafos simplesmente não conseguem resistir a cobiçar os últimos modelos de câmeras DSLR, que prometem mais recursos, melhor desempenho e melhores imagens do que o modelo anterior. Na verdade  uma ideia sábia será de começar por actualizar suas lentes preterindo o corpo, especialmente se você ainda estiver usando a lente de kit  que acompanha a câmera, a lente tem uma maior influência sobre a qualidade da imagem.

10. Não verificar o cartão memória antes de formatar

Verifique, verifique e torne a verificar se você transferiu todas as fotos de seu cartão memória para o computador antes de formatá-lo. Não há sentimento pior do que perceber que você tenha eliminado todas as fotos da sua última sessão fotográfica. Por outro lado, certifique-se que formata o cartão na câmera depois de ter copiado as fotos. Se formatá-lo no seu computador em vez de o fazer na câmera, haverá um risco maior de corromper o cartão e poderá perder algumas fotos à custa disso.

Tem a sua própria lista de erros comuns em câmeras DSLR? Partilhe-os deixando o seu comentário abaixo.


Regra dos terços.

O que é a regra dos terços?

É um exercício visual onde o fotógrafo olha pelo visor ou pelo LCD da câmera para o cenário que quer fotografar e divide-o mentalmente em três terços verticais e horizontais, para obter um total de nove quadrados. Graças a esta grelha virtual, as quatro esquinas do quadrado central revelam quatro pontos  para facilitar a identificação dos pontos de atenção da fotografia.

São nestas zonas que deve posicionar os elementos principais que vai fotografar. Adicionalmente as quatro linhas que formam esta grelha (2 horizontais e 2 verticais) servirão de local de repouso para aquilo que quer focar, e é sobre as próprias linhas ou então nos pontos onde cruzam que deve compor e enquadrar o restante cenário a fotografar.

Não esqueça que não são apenas os pontos que contam para esta regra de ouro, e sim igualmente as quatro linhas que você deve utilizar para compor grandes fotos.

Se colocar o ponto de interesse do motivo a fotografar nesses pontos e o restante ao longo das linhas as suas fotografias ficarão mais equilibradas. Alguns estudos mostram que quando se olha para imagens, normalmente o nosso olhar dirige-se imediatamente para um desses quatro pontos com muito mais frequência do que para o centro da imagem. Sendo então extremamente recomendado que se utilize esta regra para deixar as suas imagens o mais natural possível.

Praticar, praticar e… praticar.

Não há nada como praticar, praticar e praticar para chegar ao objectivo.

No caso da regra dos terços importa que veja e analise muitas fotografias que foram tiradas segundo este princípio, para depois passar à prática. Tão importante como a visualização da grelha em si, é saber em primeiro lugar quais os pontos de interesse do cenário que pretende fotografar, e em segundo lugar conseguir posicioná-los sobre a grelha de forma intencional.

“As regras foram feitas para serem quebradas”…

Como tudo na vida e como é costume dizer-se “as regras foram feitas para serem quebradas”, e  a regra dos terços  como não poderia deixar não é excepção. Uma vez que a fotografia é uma forma de arte e de expressão criativa, depois de aperfeiçoar a técnica, tente fugir à regra dos terços e experimentar outras composições.

Exemplos práticos da regra dos terços:


Hora dourada – Hora mágica.

Em fotografia, hora dourada (conhecida também como hora mágica) é a meia hora antes e depois do nascer do sol e meia hora antes e depois do pôr do sol em que o efeito fotográfico específico é conseguido com a qualidade da luz durante estas horas.

Tipicamente, a iluminação será mais macia (mais difusa) e morna, e as sombras serão completamente pronunciadas em conseqüência do sol que está assim perto do horizonte.

Durante a hora dourada, é quase certo não obter fotos sobrexpostas, porque a luz directa do sol é menos intensa comparada à luz difusa do céu. Em fotografia de paisagem, a cor morna do sol baixo é considerada desejável para realçar as cores da cena.

Ao meio do dia, o sol brilhante pode criar destaques e  obscuridade demasiado-brilhantes, consequentemente ficará uma fotografia com má qualidade.

Em conclusão:

Cores: as cores ficam mais saturadas e com tons mais relevantes.

Sombras: a posição do sol faz com que sombras fiquem mais suaves, realce em especial sobre texturas, água e edifícios.

Contraste: diminuição do contraste entre céu e a terra, assim o céu não ficará com um tom esbranquiçado e o tema ficará com uma exposição correcta.